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Seminário do CRESS/SE discute o ‘pensar a Educação’ e os desafios do assistente social nessa área de atuação profissional

Profissionais, docentes e estudantes de Serviço Social estiveram reunidos no auditório do Instituto Federal de Sergipe (IFS-Campus Aracaju), participando do Seminário Estadual de Serviço Social na Educação promovido pelo CRESS/SE, na tarde de sábado, 24 de março. O evento teve caráter preparatório para o Seminário Nacional de Serviço Social na Educação, que será realizado nos dias 03 e 04 de junho, em Maceió/AL (inscrições no próximo mês pelo site do CFESS).

O Seminário foi um espaço de discussão sobre temas como a crise do capitalismo e sua influência na política de Educação, a história do Serviço Social na Educação, a inserção e luta da categoria neste campo de atuação profissional, além da troca de experiências em diversas temáticas no âmbito da Educação.

“A inserção do assistente social no âmbito escolar tem sido uma discussão que envolve o Conjunto CFESS/CRESS desde a década de 90. Nós temos percebido que cada vez mais o espaço escolar é um ambiente que demanda uma atuação qualificada de outros profissionais, além do professor, dada a sua complexidade e importância. Pelo mapeamento que o CRESS/SE está realizando, podemos perceber que no espaço das escolas privadas e nas instituições federais há inserção do assistente social, no entanto, nas escolas públicas isso não ocorre. E como nós defendemos a educação pública e de qualidade, fica evidente a necessidade de refletirmos sobre o tema”, avaliou Vera Núbia Santos, presidente do CRESS/SE.

Para discutir o tema, o CRESS/SE convidou o professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Doutor em Educação, Ney Luiz Teixeira de Almeida. Em sua palestra, o professor Ney fez um panorama do Serviço Social na Educação, dividindo em três momentos: o papel da Educação na sociedade e os limites da política de educação; perspectivas da atuação do assistente social na Educação; e desafios que são postos aos assistentes sociais nesta área.

“Apesar da pouca visibilidade, a Educação é um campo histórico no exercício do assistente social. Desde a educação infantil até o ensino superior nós temos, a muitos anos, assistentes sociais trabalhando na área, só que há um desejo da categoria de ampliação dessa inserção, sobretudo no ensino fundamental. E a educação é uma política social importante, estratégica na constituição de um projeto societário por parte da classe trabalhadora. Então, nesse sentido, a defesa por uma educação mais universal, pública e que de fato atenda todos os interesses da classe trabalhadora é uma questão que para o trabalho do assistente social é parte da sua trajetória de luta, na construção de um projeto ético-político-profissional”, pontuou Ney Luiz Teixeira.

Para o professor, existe uma tendência nacional da atuação profissional dos assistentes sociais nas instituições privadas, sejam elas empresariais, filantrópicas ou comunitárias. “Esse é um dado de realidade, até por conta dos programas voltados para a destinação de bolsas aos estudantes. Agora a luta maior é pela ampliação e reconhecimento da atuação do assistente social na esfera pública. Não que a gente negligencie ou desconsidere, muito pelo contrário, valorizamos o trabalho dos assistentes sociais na esfera privada. No entanto o que a gente quer é que faça valer a educação como uma política pública”, ressaltou Ney.

O professor pontuou ainda que não há muita produção acadêmica “não-teórica” sobre o assunto, e que os assistentes sociais precisam escrever mais sobre o seu trabalho. “O compartilhamento de experiências é fundamental para que a gente possa determinar com mais precisão quais são os reais desafios dos assistentes sociais na área da Educação. Pela experiência que tenho posso pontuar que a falta de trocas de saberes e de diálogo com o campo intelectual; a redução da compreensão de Educação restrita somente às escolas e até mesmo sobre qual a Educação que defendemos; e a falta de diálogo com outros educadores são os grandes entraves que o assistente social precisa enfrentar na área”, analisou o professor.

A assistente social e diretora do CRESS/SE, Clouse Marinho atua na Educação de uma escola privada de Aracaju/SE. De acordo com Clouse, um dos pilares do seu fazer profissional está na construção da relação direta entre família-escola. “A inserção do Serviço Social na escola, deve contribuir com ações que tornem a educação como uma prática de inclusão social, de formação da cidadania e emancipação dos sujeitos sociais. Ambos, tanto a escola como o Serviço Social, trabalham diretamente com a educação. O Assistente Social contribui no auxilio à escola nos seus desafios, num trabalho interdisciplinar com os demais profissionais na busca de enfrentamento das questões que integram o cotidiano escolar”, afirmou.

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