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É com pesar que o CRESS/SE informa: o antropólogo Gilberto Velho, 66, morreu no último sábado, 14 de abril, enquanto dormia em seu apartamento em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. Há a suspeita de que a causa da morte tenha sido a existência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O estudioso das ciências sociais foi velado ontem (domingo) e hoje será cremado, conforme seu desejo. Ele foi homenageado pela presidente Dilma Rousseff, que disse lamentar a lacuna deixada pelo pesquisador.

O corpo do antropólogo Gilberto Velho, morto anteontem, foi velado na manhã de ontem no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. Seguindo um desejo pessoal do antropólogo, seu corpo será cremado hoje.

Amigos e parentes lotaram a capela 3 do cemitério e os corredores contíguos à sala. A maior parte das pessoas presentes era ligada à academia e às ciências sociais; alguns ex-orientandos de Velho.

O antropólogo, que era professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e decano do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, trabalhou normalmente até sexta-feira. Velho, que não tinha filhos, morreu quando dormia em seu apartamento em Ipanema, zona sul do Rio.

Velho nasceu em 15 de maio de 1945, no Rio de Janeiro. Ele era membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 2000. Doutor em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo (USP), Gilberto Velho era o decano do Departamento de Antropologia do Museu Nacional/UFRJ.

Seu olhar sempre se voltou para temas da antropologia urbana e da sociedade. Em um de seus últimos textos, publicado no blog que mantinha, Velho discorre sobre a eficácia das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no combate à violência no Rio.

“Até que ponto a presença das tropas pacificadoras, policiais e/ou das Forças Armadas, susta a violência? Certamente contém as suas manifestações mais evidentes, mas não tem condições de ir mais fundo, no enfrentamento de suas raízes. Só um projeto contínuo envolvendo, sobretudo, educação e trabalho, teria um potencial de, a longo prazo, superar a atração da criminalidade. Pois esta, não nos iludamos, é um modo de vida associado a aspirações, desejos e ambições, que correspondem a novos perfis e trajetórias sociais”, escreveu.

Gilberto Velho formou-se em Ciências Sociais em 1968 na Universidade Federal do Rio de Janeiro e fez seu mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional, instituição ligada à UFRJ. É autor de diversos livros, entre eles “Nobres & Anjos: um estudo de tóxicos e hierarquia” (1998) e “Mudança, Crise e Violência: política e cultura no Brasil contemporâneo” (2002).

O CRESS/SE lamenta a triste perda do antropólogo Gilberto Velho e reafirma o pesar de muitos assistentes sociais pelo Brasil que tiveram em Gilberto Velho uma grande fonte de referência intelectual e fonte de pesquisa para compreender os fenômenos sociais, expressões da questão social, ocorridos fundamentalmente nas relações sociais cotidianas travadas no cenário urbano, a exemplo da violência, relações de poder, Estado e sociedade.

Transmitimos nosso pesar aos seus familiares e amigos nesse momento de tristeza.

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