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Para demarcar o fim da Semana do/a Assistente Social em Sergipe, o foco da tarde desta sexta-feira, 18 de maio, foi a conjuntura política e econômica do capitalismo e seus impactos para a organização da classe trabalhadora, com a professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe (DSS/UFS) a MSc. Thereza Cristina Zavaris e conselheira do CRESS/SE e Mestre em Serviço Social, Itamamara Guedes Calvancanti.

Publico presente ao debate

Com uma análise marxista, baseada nas discussão de Marx sobre a acumulação primitiva do capital e a estruturação do sistema capitalista, desde o surgimento da propriedade privada até a presença do capital finaceiro especulativo, a professora Thereza Zavaris trouxe elementos importantes para a compreensão desta crise e de como isso impacta na organização da classe trabalhadora.

O primeiro momento, trazendo citações de Marx, mas, especificamente, da sua extensa obra que analisa o sistema economico baseado no lucro intitulada de “ O Capital”, Thereza Zavaris demonstrou que esta crise não é uma crise conjuntural e sim uma crise ciclica.

Thereza Zavaris: " Essa crise não é conjuntural´, é uma crise ciclica, como Marx já salientava"

“Essa crise não é uma crise estrutural, ela faz parte da própria caracteristica do sistema capitalista, que se reestrutura para que o controle sobre os modos de produção e a acumulação do capital se fortaleça e se resiguinifique com as mesmas bases, em qulquer periodo histórico, como já salientava Marx. Essa crise não se iniciou no século 21 e sim na década de 70, determinada pela disputa de matrizes energéticas, mais especificamente, pelo petróleo. A dependência dos diversos paises em relação ao petroleo é algo concreto, diante do fracasso da energia nuclear enquanto alternativa de desenvolvimento energético. Agora, temos outros, atores, como o Capital Financeiro Especulativo, mais todos com os mesmos princípios do capital,” afirma Thereza Zavaris.

Fazendo a análise sobre os impactos da crise do capitalismo e seu impacto para a classe trabalhadora, a professora Thereza Cristina foi infatica sobre o aumento no processo de exploração do capital para com os trabalhadores e as repercussões desse processo para suas vidas organizativas.

“O capitalismo, em suas crises ciclicas, potencializa o processo de  exploração para com os trabalhadores. As taxas tributárias, os arrochos salariais, a criminalização dos movimentos sociais, pela mídia, pela justiça, tudo isso são elementos que impactam, sobremaneira, a classe trabalhadora, os movimentos sociais. Para que o capital se reestruture, é preciso que o controle e a exploração se sobressaia”, defendeu a Professora Thereza.

Dando continuidade a análise anterior a Professora e Conselheira do CRESS Sergipe, Itanamara Guedes, se debruçou sobre como o capital vem influenciando a organização dos trabalhadores, fragmentando suas forças.

Itanamara Guedes analisa os impactos no capital na organização dos trabalhadores

“Assistimos atualmente uma fragmentação na luta da classe trabalhadora, a divisão das pautas por segmento e o distanciamento de uma luta geral, que passa por uma análise da sociedade como um todo, o grau de atrelamento de alguns movimentos em relação ao Estado, ou por pautas reivindicatórios que tem como horizonte a discussão de políticas públicas.sãoquestões postas na nossa atual conjuntura. A quantidade de Centrais Sindicais no Brasil é algo simbólico, o divisionismo está cada vez mais presente e a unicidade cada vez mais distante na organização da classe trabalhadora e esse se apresenta como um dos grandes desafios do CRESS Sergipe, pautar a discussão, dentro da nossa categoria, visto que, o objeto da nossa profissão é a questão social, e isso está umbilicalmente ligado ao modele excludente e desigual pautado no capitalismo” argumentou Itanamara Guedes.

Ao térmido das falas das palestrantes, houve uma grande e intensa participação dos profissionais e estudantes presentes ao local, os quais contribuiram de forma muito pertinente para o debate que estava sendo colocado naquele espaço.

Coquetel encerra as ações da Semana dos/as Assistentes Sociais

Por fim, o CRESS/SE ofereceu um Coffee Break aos presentes, o qual foi servido na Casa Rua da Cultura, onde todos puderam, além de se confraternizar pela semana alusiva aos Assistentes Sociais, ter um momento de arte e diversão.

O CRESS Sergipe informa que os/as participantes da Semana dos/as Assistentes Sociais que não pegaram os seus certificados, os mesmos estarão disponiveis na sede do CRESS Sergipe a partir da segunda, dia 21 de maio.

A gestão “Unir forças para avançar nas lutas”do CRESS Sergipe agradece a participação de todos/as Assistentes Sociais nesta extensa semana, de eventos e debates, marcada pela presença massiva da nossa categoria.

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