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A situação de extrema violência sexual, física e moral a que uma adolescente, vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro, foi submetida recentemente chamou a atenção para a triste realidade de violência vivenciada diariamente por mulheres e meninas em todo o país. A exposição, a revitimização e a culpabilização da vítima por uma parcela da sociedade e da mídia revelaram ainda o quanto uma série de atitude cotidianas, muitas consideradas inofensivas, legitimam a violência contra a mulher.

Neste sentido, o Conselho Regional de Serviço Social 18a. Região – Sergipe (CRESS/SE) vem a público repudiar todo e qualquer ato de violência praticado contra mulheres e meninas e reafirmar sua luta em defesa de uma sociedade livre da opressão de gênero e prestar sua solidariedade à adolescente e a sua família, bem como cobrar medidas do Estado para dar celeridade à apuração dos fatos e responsabilizaçãodos agressores. O CRESS cobra ainda o poder público a oferta de serviços públicos de qualidade para amparar a vítima e seus familiares, auxiliar no processo de superação dos traumas físicos e psicológicos e na reinserção social. Como entidade representativa dos assistentes sociais, categoria que tem como referência um projeto ético-político que defende de forma intransigente a liberdade, os direitos humanos e o enfrentamento de todo tipo de violência, preconceito e discriminação, o CRESS/SE vem se somar às mais diversas entidades e militantes do movimento feminista em defesa da superação da cultura do estupro e da erradicação da violência de gênero.

A naturalização e a banalização da violência contra a mulher eleva o Brasil ao posto de 5º país do mundo em número de casos deste tipo de crime, de acordo com dados do Mapa da Violência de 2015. A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil. Segundo dados do balanço do disque 180, dos 76.651 relatos de violências que foram registrados em 2015 em Sergipe, 3.478 foram abusos sexuais. Os dados registrados não refletem a realidade dos casos, pois omedo de denunciar, justamente porque a vítima é constantemente responsabilizada pela agressão, faz com que cerca de 90% dos casos de violência sexual permaneçam escondidos, de acordo com o IPEA. Além dos traumas gerados, a culpabilização da vítima fortalece um ciclo de violência que se retroalimenta e é estimulado pela indústria cultural, que reforça constantemente a violência simbólica, e desumanização da mulher ea apropriação do corpo feminino pelo capital.

No modelo de sociedade capitalista e patriarcal que temos, marcada pela desigualdade social e pela discriminação de gênero, muitos passos ainda precisam ser dados no sentido de transformar a realidade e superar a opressão. A ampliação e o fortalecimento de políticas de educação e cultura que atuem de forma preventiva, promovendo na sociedade a reflexão de que homens e mulheres são indivíduos iguais e livres é um desses passos. Outro caminho é reforçar a oferta de serviços públicos de qualidade e políticas especiais para mulheres vítimas de violência que efetivamente as ampare e dê às vítimas segurança para romper o silêncio e denunciar.

Aracaju, 7 de junho de 2016

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