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CRESS/SE é uma das instituições integrantes do movimento LOUCOmotiva, que articulou e realizou o Ato Público

 

00001As ruas do calçadão da João Pessoa ficaram tomadas de militantes do movimento LOUCOmotiva, durante o ato público pelo fortalecimento da política de saúde mental e contra os retrocessos na área, realizado na manhã desta quarta-feira, 27. Música, cores, dança e muita animação marcaram a atividade, que arrastou a população pelo calçadão sob o ritmo da percussão, até a praça Fausto Cardoso, onde o ato foi encerrado.

Durante a concentração, os manifestantes abraçaram simbolicamente a Praça General Valadão, representando uma sociedade livre, sem manicômios. Também foram realizados jogral e panfletagem com o intuito de apresentar o movimento LOUCOmotiva e dialogar com a população acerca da necessidade de fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial. 

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Além do CRESS/SE, que apoiou o manifesto e que integra o movimento LOUCOmotiva, estiveram presentes profissionais que atuam no campo da saúde mental da capital e de diversos municípios do interior, usuários da Rede de Atenção Psicossocial, militantes da luta antimanicomial e representantes de conselhos de classe, entidades e movimentos sociais, sindicais e associações, a exemplo da Associação de Usuários de Saúde Mental de Sergipe (AUSMES).

Para a conselheira do CRESS/SE e assistente social do CAPS do município de Boquim, Dilea Lucas de Carvalho, o tamanho e a diversidade de atores presentes no ato representou o resultado das articulações realizadas ao longo dos últimos meses e, mais intensamente, nas últimas semanas, em torno da luta antimanicomial. “Hoje, nós conseguimos criar um coletivo amplo e diverso porque congrega três gerações de profissionais”, destacou a conselheira.

Fora Valencius Wurch!

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Um dos objetivos do ato foi manifestar indignação contra a nomeação de Valencius Wurch – ex-diretor do maior manicômio da América Latina, que foi fechado por graves violações de direitos humanos – como Gerente Nacional de Saúde Metal do Ministério da Saúde pelo Ministro da Saúde Marcelo Castro. Centenas de militantes já haviam ocupado durante 21 dias a sede do Ministério da Saúde, em Brasília, reivindicando a revogação da nomeação de Wurch.

A nomeação de Valencius Wurch coloca em xeque toda a luta antimanicomial, todo o avanço que tivemos neste campo. Não podemos retroceder, pois temos avançado terapeuticamente na abordagem sobre a loucura. Nós temos que responder a qualquer ameaça que se coloca para o avanço das políticas de saúde mental mostrando nossa indignação na rua”, destacou a professora aposentada do departamento de Serviço Social da UFS, Cecília Leite.

Este é um momento em que a sociedade é chamada a ficar atenta à possibilidade de perdas das conquistas e a lutar para legitimar e consolidar os avanços já obtidos. A gente não pode fechar o olho e cochilar em relação à volta dos manicômios”, avaliou a conselheira do CRESS/SE, Dilea Lucas de Carvalho.

Manicômio Nunca mais

Para a professora Cecília, a concepção de isolar os indivíduos que estão à margem dos padrões sociais está enraizada na estrutura social do nosso país. “Defender a liberdade e a diferença não é fácil. O Brasil se acostumou, ao longo de sua história, a criar presídios, manicômios, conventos, como forma de isolar os considerados ‘diferentes’. Inserir estas pessoas no seio da sociedade, é tarefa difícil, e precisa ser um exercício cotidiano”, explicou.

07Washington Luiz Santos, educador social do CAPS Luz do Sol, em Nossa Senhora da Glória confirma o impacto causado na vida do indivíduo com transtorno mental a partir da implantação dos CAPS, em detrimento aos antigos manicômios. Washington, que hoje ministra oficinas de teatro, dança e artesanato, já atuou no passado em hospitais psiquiátricos sergipanos. “É absurdo que tenha alguém tentando fazer retornar a um modelo antigo, desumano e que traz tanta dor e sofrimento no tratamento das pessoas com transtornos mentais e dos usuários de álcool e outras drogas. Se hoje temos melhorias no atendimento é devido aos CAPS”, opinou o educador social.

Estamos aqui em defesa do SUS, em defesa de uma política de saúde mental de qualidade, que respeite o princípio do cuidado em liberdade, um princípio muito caro à sociedade brasileira. Este ato referenda a necessidade de fortalecer a liberdade terapêutica e o tratamento em liberdade. A gente está aqui para lutar por uma sociedade sem manicômios”, completou a assistente social.

 

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