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CRESS Sergipe participou do encontro, realizado em Salvador, nos dias 8 e 9

 

Debates aprofundados e emocionantes, intervenções artísticas que refletem as expressões da cultura popular do povo negro, e unidade da categoria para enfrentar as violações de direitos humanos e o racismo, num cenário de autoritarismo e aprofundamento da exclusão social. Este foi o tom do 2º Seminário Nacional Serviço Social e Direitos Humanos, realizado em Salvador (BA), nos dias 8 e 9 de agosto. A realização é do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e do Conselho Regional de Serviço Social da Bahia (CRESS-BA).

O CRESS Sergipe foi representado pela assistente social da base, Lídia Anjos. Além dela, cerca de 700 participantes de todo o país participaram do encontro, entre assistentes sociais, estudantes de Serviço Social, profissionais de outras áreas e militantes dos movimentos sociais.

Lídia Anjos destacou que o seminário foi fundamental para reafirmar os Direitos Humanos e o  racismo estrutural como uma pauta fundamental para o Serviço Social, compreendido no bojo das desigualdades sociais e das expressões da questão social, fruto do sistema capitalista.  “O seminário trouxe à tona que o debate sobre Direitos Humanos e sobre racismo estrutural deve ser aliado ao recorte de classe social. Nossa luta é antirracista e anticapitalista”, avaliou Lídia.

“Temos uma centralidade em nosso debate, que é a questão social – objeto de intervenção profissional dos Assistentes Sociais – e o referencial teórico – a teoria marxista – que ilumina nossa prática para compreender a relação de trabalho, de processo de trabalho e exploração. Neste sentido, o seminário trouxe a discussão dos Direitos Humanos, com prioridade para a o racismo estrutural, para a centralidade do nosso pensar e fazer profissional enquanto categoria”, completou Lídia, que já foi articuladora do Movimento Nacional de Direitos Humanos em Sergipe e diretora de Direitos Humanos da Prefeitura de Aracaju.

Seminário

O seminário é resultado de uma das deliberações do 46º Encontro Nacional CFESS-CRESS e abordou em sua programação, diversas expressões do racismo no Brasil, a exemplo da violência institucional, criminalização e genocídio da população negra, o papel do profissional de serviço social no combate ao racismo, além da condição de maior exclusão das mulheres negras e sua auto-organização, sempre considerando a perspectiva de construção sócio-histórica do Brasil enquanto país que vivenciou o regime escravocrata.

Entre os diversos palestrantes, estiveram assistentes sociais, pesquisadores/as,  professores/as e universitários/as, militantes e lideranças de movimentos sociais, historiadora, além da deputada federal Talíria Petrone.

“A população negra é aquela que mais acessa os serviços públicos e vivencia as expressões da questão social. Nós, assistentes sociais, temos o compromisso ético de contribuir para a promoção e acesso da população negra aos seus direitos e, especialmente de buscar superar e enfrentar práticas de racismo institucional”, apontou Joana Rita Monteiro Gama, presidente do CRESS Sergipe, completando que a promoção do seminário é uma forma de aproximar a temática da categoria, bem como de estimular o diálogo entre os/as assistentes sociais e os movimentos sociais.

Cultura é resistência

A ludicidade permeou o debate: Desde a escolha o nome de cada uma das mesas, inspirados em canções que abordam a resistência do povo negro, até a programação que incluiu oficinas de turbantes e apresentações culturais, a exemplo do “Teatro com debate: Recital Vozes Negras”.

“Ao trazer atos lúdicos de resistência, música, poesia e expressões da cultura popular do povo negro, o Seminário mostrou que cultura, arte e poesia são sim alternativas de resistência a essa sociedade racista, excludente e autoritária em que estamos inseridos”, resumiu Lídia Anjos, destacando ainda o caráter educativo e histórico das expressões artísticas.

Pauta histórica

A presidente do CFESS, Josiane Soares, relembrou que o debate e o enfrentamento do racismo no Conjunto CFESS-CRESS é histórico e destacou alguns instrumentos produzidos pelo conjunto, como edições do informativo CFESS Manifesta, os cadernos Assistente social no combate ao preconceito e a campanha Assistentes Sociais no Combate ao Racismo.

“A campanha Assistentes sociais no combate ao racismo é mais uma estratégia para fortalecer essa direção intransigente contra o racismo”, informou a conselheira do CFESS, que fez também uma síntese das ações da campanha nos últimos dois anos e destacou que a pauta étnico-racial estará presente no 16º Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, que será realizado de 30 de outubro a 3 de novembro em Brasília.

 

* Fotos: Ascom CFESS (Rafael Werkema e Diogo Adjuto) e Lídia Anjos

 

 

 

 

 

 

 

 

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