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1402010_10201552331268968_1642108873_oJosi Soares é a representante de Sergipe na chapa única que concorre às eleições do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). Confira uma breve entrevista feita com ela:

– Quais as propostas da chapa “TECENDO NA LUTA A MANHÃ DESEJADA”?

JOSI: São inúmeras propostas que estão detalhadas na carta-programa da chapa divulgada durante todo o período de campanha. Em linhas gerais, elas estão pautando itens da agenda do conjunto CFESS/CRESS que julgamos importante priorizar, como a necessidade de refazer a pesquisa sobre o perfil profissional e o mercado de trabalho (diante do aumento expressivo da quantidade de profissionais habilitados ao trabalho profissional na atualidade); o acompanhamento da tramitação de projetos de lei de interesse da categoria profissional, como o que define o piso salarial; o acompanhamento da implementação da Lei das 30 horas; a continuidade do Projeto “Ética em Movimento”; a articulação com os movimentos sociais e sindicais em pautas conjuntas de enfrentamento ao neoliberalismo, entre outras.

– De que forma essas propostas foram pensadas? Com base em quê?

JOSI: As propostas foram elaboradas, como já mencionei anteriormente, com base nas deliberações do último encontro Nacional CFESS/CRESS. Sua sistematização foi realizada conjuntamente por todos os membros da chapa, em grupos de discussão que funcionaram pelos meios eletrônicos – já que cada um de nós mora em diferentes estados do país.

– Como representante de Sergipe, qual será o seu papel dentro da chapa nacional? O que isso representa para você?

JOSI: Formalmente sou a segunda suplente na composição dos cargos da chapa. Mas quem conhece a dinâmica de trabalho do CFESS sabe que a entidade funciona bem mais de acordo com as comissões de trabalho do que pela sua estrutura formal de cargos. Isso significa que ao tomar posse, faremos a distribuição das inúmeras frentes de trabalho por comissão. Isso ocorre considerando-se, geralmente, o perfil de militância ou da inserção profissional de cada componente. Não sei ainda o que me caberá nesse contexto, mas seja quais forem as tarefas estou disposta a encará-las com o compromisso que sempre caracterizou minha presença na militância política da área de Serviço Social, desde a época em que fui estudante. Participar do CFESS representa uma tarefa de grande responsabilidade, na minha opinião, pois trata-se de uma das principais entidades representativas dos assistentes sociais no Brasil.

Como o Serviço Social de Sergipe, pode auxiliar na construção de uma unidade nacional?

JOSI: O CRESS – SE já e parte dessa construção. Apesar de estarmos a 12 anos sem participar diretamente do coletivo gestor do CFESS somos parte do conjunto CFESS/CRESS e vimos implementando a agenda de deliberações segundo nossas particularidades. Também vimos dando contribuições em comissões nacionais – como foi o caso da colega/presidente Vera Núbia, recentemente no GT Inadimplência.

– Quais os desafios os quais a chapa entende como primordiais para discussão do desenvolvimento da profissão?

JOSI: Existe uma questão central hoje para os trabalhadores brasileiros, entre os quais se encontram os assistentes sociais: assegurar a vigência de direitos conquistados. Estes passam pelas condições e relações de trabalho, mas também pela qualidade dos serviços e políticas públicas devidos à população que são objeto do nosso trabalho. Assim sendo, a luta contra as estratégias neoliberais de superação da crise capitalista permanecem na ordem do dia para o conjunto CFESS/CRESS em conjunto com outras entidades e movimento sociais que partilham dessas preocupações. Entendemos que o achatamento salarial, por exemplo, que afeta profundamente a nossa categoria não tem solução se pensado endogenamente, numa luta isolada dos demais trabalhadores que passam por situações semelhantes.

– No âmbito nacional, tendo como base os últimos acontecimentos do país, em seus diversos âmbitos, o que hoje a categoria não pode deixar de discutir?

JOSI: Neste ano especialmente precisamos ficar atentos/as às mobilizações que certamente acontecerão por ocasião da Copa do Mundo. Assim como nas manifestações ocorridas em 2013, estas tendem a evidenciar a insatisfação popular com as prioridades governamentais para nosso país e isto tem tudo a ver com a precariedade dos serviços se instituições nas quais prestamos serviços. Não é à toa que a semana do assistente social está pautando nacionalmente o direito às cidades.

– Fale um pouco sobre o processo de formação da chapa e sobre o processo eleitoral, neste caso, como a chapa vem se organizando para o mesmo.

JOSI: A chapa “Tecendo na Luta a manhã desejada” foi articulada como um grupo de continuidade das gestões que vêm assumindo o CFESS desde 1993. O grupo foi formado por profissionais com afinidades político-ideológicas no campo do projeto ético-político profissional, mas também com a preocupação de assegurar a diversidade ocupacional e regional do Serviço Social brasileiro. A campanha tem sido feita, em sua maioria, em conjunto com as chapas que estão disputando os CRESS’s nos estados onde residimos. Em estados que possuem duas chapas concorrendo analisamos os programas e nos posicionamos sempre por uma delas. Em função da disputa nestes locais temos tentado estar presentes nos debates que estão sendo promovidos. Ao longo da campanha temos realizado reuniões semanais pelo Skype para socializar o andamento do processo eleitoral nos estados e discutir estratégias diversas de divulgação da chapa, como a utilização dos meios eletrônicos e redes sociais, entre outras temáticas. Os Boletins eletrônicos dos CRESS’s têm sido também aliados de campanha e, por isso, desde já agradeço ao CRESS 18ª região pela iniciativa desta entrevista.

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