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DIA NACIONAL“Nada existe de grandioso sem paixão”. É com essa frase do pensador Friedrich Hegel que a assistente social e professora aposentada da UFS, Maria Elisa da Cruz, descreve sua profissão. Com mais de 40 anos de vivência no serviço social, ela explica que o profissional dessa área é, antes de tudo, um apaixonado que nutre esperança, sempre, de ver o mundo se transformar num lugar mais justo e igualitário, livre de exploração e opressão. E a categoria comemorou, na última sexta-feira, 15, o Dia Nacional do/a Assistente Social.

A missão do Assistente social é contribuir com a melhoria da condição de vida dos trabalhadores, das crianças exploradas, da população em situação de rua e de todos os indivíduos que estão à margem da sociedade e que não acessam seus direitos fundamentais. “Lutamos e atuamos por um processo de resgate da cidadania, baseado num referencial teórico Marxista, ou seja, percebendo as contradições do sistema capitalista e a exploração e a opressão à qual a população está submetida; percebendo as classes sociais numa perspectiva de inserção social, de luta pelo resgate da cidadania e entendendo cidadania como ter direitos a ter direitos”, ilustrou Maria Elisa.

Ingred Palmieri Oliveira, que é membro do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), explica que o Serviço Social possui três dimensões fundamentais do Serviço Social, que funcionam como pilares da atuação deste profissional e se complementam sem se sobrepor: teórico metodológica, ético-política e a técnica operativa. “A linha teórico metodológica, por exemplo, é importante para dar sustentação à nossa profissão e ao nosso trabalho. É fundamental entender a realidade como ela se apresenta para quepossamos intervir nela de uma forma mais eficaz, tentando enxergar as demandas que estão postas nas suas múltiplas dimensões”, explicou a assistente social.

A presidente do CRESS, Itanamara Guedes, explica que a natureza da profissão é intrínseca à luta dos movimentos sociais. “Temos uma profissão engajada na luta social, que faz a defesa de uma sociedade pautada pelos princípios da igualdade e da liberdade, da justiça social e das políticas públicas. Para atingirmos tudo isso, é importante a organização do conjunto dos trabalhadores e, principalmente, a organização dos assistentes sociais”, defendeu. “Precisamos ocupar os espaços, ocupar os conselhos, ocupar as ruas para barrar um projeto de sociedade que vem somente prejudicar os trabalhadores e a população que está à margem da sociedade”, destacou.

Para Maria Elisa da Cruz, a trajetória do Serviço Social se confunde com a história de transformação social no país. “Quando saí da universidade, o Brasil vivia o auge de sua ditadura militar. E nossa profissão, que lida com as questões sociais, estava amarrada pela conjuntura do país, de repressão. Hoje, com todas as contradições, vivemos numa democracia. Ao longo dos últimos 40 anos, meu tempo de profissão, houve uma mudança no conjunto da sociedade e nos assistentes sociais temos uma contribuição muito grande nessa mudança”, destacou. “Eu sou apaixonada pelo Serviço Social. Fiz e faria tudo de novo”, declara, emocionada a professora aposentada e eterna assistente social, Maria Elisa.

Campo de atuação

Se engana quem pensa que o profissional de Serviço Social está presente apenas nas cadeiras das Secretarias de Assistência Social. Ele pode atuar nos mais diversos campos, no setor público, privado, ou ainda em organizações não governamentais. No poder público, ajuda a implementar a política de assistência social em qualquer uma das áreas que perpassem a garantia de direitos. No setor privado, atua prioritariamente na promoção da qualidade de vida do trabalhador e em programas de prevenção de riscos sociais das empresas.

O terceiro setor, que engloba as iniciativas da sociedade civil organizada sem fins lucrativos, também representam um leque de possibilidades para o profissional do serviço social, seja acompanhamento de projetos e ações que buscam defender e garantir os direitos da população, seja realizando no atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Desafios

Para Itanamara Guedes, o profissional do Serviço Social vive um momento de grande desafio, diante da conjuntura marcada pela crise do capitale pelo crescimento de setores reacionários no Brasil. “Há uma grande ofensiva conservadora”, lamentou. Neste sentido, ela ressaltou o papel deste profissional enquanto importante agente de transformação social.

É necessário que, cada vez mais, o assistente social seja um profissional crítico, culto e compromissado para articular a dimensão ético-político da nossa profissão na defesa dos valores democráticos, na defesa do que está previsto no nosso código de ética, na ampliação e universalização das políticas públicas, na luta pelo fim da opressão, da exploração e na ampliação dos Direitos Humanos. É necessário que tenhamos essa articulação e reforcemos também a dimensão teórico-metodológica para desvendar a realidade social conseguir refletir sobre este contexto nefasto de retirada de direitos”, avaliou a presidente. Para ela, o modelo de sociedade atual, marcado pela ideologia do capital exige, ao contrário do perfil ressaltado por ela de assistente social, um profissional cada vez mais imediatista e tecnicista, a fim de dar uma resposta imediata e esvaziada às demandas sociais.

Semana do/a Assistente Social

Para marcar a passagem da data, o Conselho Regional do Serviço Social 18a. Região/Sergipe realizou, entre os dias 13 e 15 de maio, a “Semana do/a Assistente Social”. A vasta programação do evento incluiu palestra com uma das maiores referências no Serviço Social no Brasil, a professora da UFRJ Yolanda Guerra, apresentação de trabalhos acadêmicos e confraternização da categoria. Ainda na programação, o CRESS realizou, em parceria com o vereador Iran Barbosa (PT) uma histórica Sessão Especial na Câmara de Vereadores de Aracaju, que debateu “60 anos do Serviço Social em Sergipe: Avanços e Desafios no atual contexto da crise do capital”.

Com ampla participação da categoria, o evento reuniu militantes sociais e sindicais, profissionais, estudantes e pesquisadores do Serviço Social de diversas regiões de Sergipe. Focado no tema “Profissional de luta, profissional presente!”, o evento discutiu o fazer profissional do assistente social, os desafios vivenciados por eles na execução das políticas sociais, e papel desta categoria na transformação social no contexto atual. Também foi debatido, em especial na Câmara de Vereadores de Aracaju, as precárias condições de trabalho do profissional do Serviço Social.

A presidente do CRESS, Itanamara Guedes, explica que, justamente para dar visibilidade a um conjunto de pautas relativas ao profissional de Serviço Social, o evento buscou dar visibilidade à campanha “Na Luta pelo Fortalecimento do Serviço Social”, lançada em novembro do ano passado pela instituição. Entre as principais pautas da campanha estão a defesa do cumprimento da Lei 12.317/2010, que regulamenta a carga horária de 30 horas de trabalho semanais para os assistentes sociais, a luta pela aprovação do PL 5278/2009, que cria o piso salarial da categoria e a defesa de mais concursos públicos para a área.

A semana do/a Assistente Social concretiza a união da nossa categoria. É muito importante que a categoria se reúna para trocar conhecimentos, experiências e somar as forças para as lutas para lutar contra as desigualdades sociais” assistente social de Nossa Senhora da Glória, Edvânia Silva Santos, que participou das atividades do evento. Kamilla Santos da Silva, assistente social que atua em Aracaju, reforça que a atividade foi um importante espaço de intercâmbio. “Este é um momento em que assistentes sociais que tem diferentes atuações se reúnem para haver essa troca de experiências e de informação. O profissional precisa conhecer as outras áreas de atuação do Serviço Social e as políticas públicas, inclusive para encaminhar os usuários que atende de forma adequada”, argumentou.

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