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As mulheres trabalhadoras protagonizaram ao longo da história do Brasil e do mundo diversas ações de resistência que resultaram em avanços para a democracia, para os direitos humanos e trabalhistas e para a garantia das liberdades individuais.

Foi assim na Revolução Russa, que teve início com a grande greve das operárias do setor têxtil de São Petesburgo para exigir “Pão e Paz”; foi assim também com as sufragistas brasileiras que, lideradas por Bertha Lutz e tantas outras militantes, lutaram pelo direito da mulher votar e ser votada; foi assim com as guerrilheiras que resistiram bravamente à repressão da ditadura; foi assim com mulheres que protagonizaram a luta pela anistia nos tempos de chumbo; foi assim na abertura democrática do nosso país, no início dos anos 1980.

Foi e permanece assim.
A história nos mostra que, muito além das pautas de superação da violência e ampliação das liberdades individuais – que são justas e necessárias -, a defesa da democracia e de uma sociedade justa, igualitária e livre de opressões e exploração sempre foram questões centrais na luta das mulheres.

No cenário em que vivemos em todo o mundo, com o acirramento da luta de classes e o crescimento de setores reacionários na sociedade, e no Brasil, marcado pela usurpação da nossa democracia, pelo fortalecimento de um projeto neoliberal em que a exclusão da classe trabalhadora é naturalizada e pelo profundo retrocesso nos direitos humanos e trabalhistas, as mulheres têm grande poder de resistência e incidência para transformar a realidade.

O Serviço social é uma profissão forjada nas ruas e na luta e, portanto, nós assistentes sociais temos compromisso ético com a defesa da igualdade e da liberdade, da justiça social e das políticas públicas de modo a extrapolar o nosso fazer profissional. Assim, não apenas enquanto profissionais – cuja categoria é majoritariamente feminina – mas também enquanto mulheres, podemos e devemos contribuir com a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Mesmo diante das adversidades – sobretudo diante das adversidades – as mulheres, as assistentes sociais e as mulheres assistentes sociais seguem reafirmando suas lutas e os limites do sistema capitalista, defendendo as políticas sociais e resistindo para avançar e aprofundar nossa democracia, e garantir as liberdades individuais e coletivas, a participação social e os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários.

 

Avante mulheres! Avante assistentes sociais!

 

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